CIGANA ROSITA

CIGANA ROSITA, IRMÃ DE CIGANO IGOR, FILHA DE CIGANO PABLO E CIGANA SARITA, NETA DE CIGANO NATAN E CIGANA NISSA.
ERA MORENA CLARA, DE CABELOS CASTANHOS E OLHOS ESVERDEADOS, IGUAIS AOS DE SEU PAI, O CIGANO PABLO.
SEUS CABELOS ERAM SOLTOS E DESCIAM ATÉ A CINTURA, ELA NÃO USAVA LENÇO NA CABEÇA.

ROSITA USAVA BLUSA BRANCA COM MANGAS BUFANTES E SAIA ESTAMPADA COM FLORES BRANCAS, AMARELAS E ROSA ESCURO. NA CINTURA ELA TRAZIA UMA FAIXA COR DE ROSA.
USAVA NAS ORELHAS PEQUENAS ARGOLAS DE OURO, NO PESCOÇO UM CORDÃO DE OURO COM UM PINGENTE DE QUARTZO ROSA, NO DEDO ANELAR DA MÃO DIREITA, UM ANEL DE OURO COM UM QUARTZO ROSA ENGASTADO, E NO PULSO DA MÃO ESQUERDA, UMA PULSEIRA COM VÁRIOS PINGENTES DE OURO NO FEITIO DE MOEDAS ANTIGAS, LUA, SOL, ESTRELA E SINO.
ESSA CIGANA NÃO DISPENSAVA SUAS CASTANHOLAS. TODOS DO SEU GRUPO FICAVAM ADMIRADOS COM O MODO COMO ELA DANÇAVA E TOCAVA.

HOJE ROSITA É UM ESPÍRITO DE LUZ. AO CHEGAR Á TERRA, ELA LOGO PEDE SUAS CASTANHOLAS E COMEÇA A TOCAR E DANÇAR AO SOM DELAS.
A FASE DA LUA DE QUE ELA MAIS GOSTAVA ERA A CHEIA.
 
Outro Texto sobre a Cigana Rosita 
 Esta cigana é de origem indiana, embora tenha vivido durante toda a sua vida entre França e principalmente na Espanha, local de nacionalidade de seu pai. De pele clara e cabelos muito negros, era de beleza ímpar. Tendo veia muito artística logo se enveredou pelos caminhos da arte da dança. Uma dança sem par, misturando passos do tradicional katac indiano, danças mouras marroquinas e o tradicional flamenco espanhol. Fazendo uma dança cigana cheia de movimentos, sapateados e véus, hipnotizadora e avassaladora. Logo que chegou a idade em que se desperta desejo aos homens, ela foi proibida de dançar em publico de gadjos, como fazia nas praças espanholas.

Como num prenuncio de que algo poderia acontecer. Assim foi. Um dia em kumpania em orla espanhola, num lugarejo distante, dançava na praia para a luz da lua, quando um gadjo olhava e se encantava com os movimentos suaves que Rosita para a lua. Este homem ficou tão inebriado que passou a ir todas as noites na esperança de vê-la dançar. Ficava cada dia mais apaixonado por esta linda mulher que carregava a meninice dentro dela, dentro daquele corpo de mulher e alma de bailarina. Um dia tomado de paixão, se aproximou e ela assustada fugiu. Ele ficou chateado, mas voltou em outro dia. E quando ela ia correr, ele a tomou pelo braço e impensadamente a beijou.

Ela sem saber porque correspondeu apaixonadamente. Ao se afastarem ele disse que a amava profundamente sem saber porque, mas sentia pulsar este sentimento com fosse o sangue das veias, como se fosse este amor, o combustível da vida. Ela sentia igual, mas era prometida e nada poderia fazer. Disse que ele se afastasse, que fosse embora. Ele prometeu segui-la aonde quer que fosse, somente para vê-la. Nisto se aproxima seu noivo e futuro dono de sua vida, ao perceber o ar enamorados deles, a arrastou violentamente e disse: Rosita, tu sabes que és minha, não sei o que aconteceu entre você e aquele homem, mas saibas que mesmo sem saber eu vou mata-lo. Rosita ficou muito apreensiva e nada disse, não naquela hora, mas pelo susto, nada podia dizer. E assim foi, depois de algumas semanas quando o homem foi apreciar a linda dança da cigana prometida, seu noivo estava a espreita e logo num golpe de facas mortal o matou. Rosita de resignou ao saber, sofria calada, mas disse ao noivo quando este contou: Sabes que estava errado e que eu nunca tive nada com aquele homem, mas apesar disso eu o amei, porque ele me deixava ser livre.

Eu serei tua prisioneira, mas o meu amor, o meu coração, tu nunca terás. E assim casou, teve filhos, mas só nos momentos de sua dança solitária se sentia liberta e amada pelo homem que morrera por sua causa, sem mesmo ter tido os desejados momentos de paixão com ela. O marido lhe proporcionava uma vida satisfatória em termos materiais, mas também não conseguia perdoar o fato de ela não lhe amar. Sendo assim ela viveu para seus filhos e para sua arte, encantava a todos com o coração sangrando. Ela acabou falecendo de tristeza e desamor que havia dentro de sua casa.

No astral ela é mestra em fazer com que os amores verdadeiros venham poder se realizar, realiza feitiços enquanto dança e harmoniza a aura das pessoas. Em sua dança diferente consola os aflitos, as amigas, as mulheres e as mães. Rosita que foi prisioneira durante toda a sua vida, faz com que as pessoas gozem a liberdade com seus sábios conselhos, com suas sabias mãos. Seus olhos misteriosos, traduzem tudo, muitas vezes sem palavras, é amorosa, gentil, bonita, seu ditado favorito é: Eu fui prisioneira da vaidade e do desejo, hoje sou prisioneira da liberdade do amor. Ela realiza feitiços que libertam os amores impossíveis, trazendo o entendimento para todos.

Ponto Cantado da Cigana Rosita:

Rosita é uma Cigana bonita,

Que usa vestido de chita,
E vem para girar,
Colar, brinco e pulseira,
Ela usa pra trabalhar.
É a Cigana Rosita
Que veio pra trabalhar.


Magia da Cigana Rosita :

 Ingredientes:
2 rosas brancas
2 balas brancas
2 doces brancos
2 velas brancas
2 pedaços de pano branco

Modo de Fazer:

Faça esta oferenda na Lua Cheia. Leve todo material para um jardim movimentado. Passe os pedaços do pano no corpo e arrume-os no chão. Passe no corpo as rosas, as balas e os doces, colocando-os um a um sobre os panos (uma rosa, uma bala e um doce em cada pano). Acenda as velas, uma em cada pano, e ofereça á cigana Rosita, pedindo a abertura de seus caminhos.


Imagem nº01 Quadro pintado por Maria do Carmo da Hora.
Texto n º02 de Autoria de Ramona Torres .
Texto n º 01 Desconheço Autor.

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